terça-feira, 30 de junho de 2015

Dica da semana: cortou o pneu na trilha ?

Você está naquela trilha animal, curtindo um final de semana gostoso com os amigos quando aquela pedra no caminho quase transforma tudo num pesadelo.


Pedras são teimosas e insistem em ficar nos lugares mais incômodos, principalmente nas trilhas onde as rodas novinhas das bikes passam, causando um rasgo no pneu e furando a câmara de ar. 


Mas você leu "quase "? Sim ! Quase transforma tudo num pesadelo mas como você é um ciclista atento, já leu a nossa dica passada de como consertar um furo na câmara de ar sem cola, com o kit  Topeak Rescue Box. Mas e o corte no pneu? Se encher a câmara ela vai sair pelo corte e furar novamente.  Aí é que entra a nossa dica da semana: a boa e velha garrafa pet. 


Cortando um pedaço bem lisinho, poderemos fazer um manchão e proteger a câmara no local do corte, permitindo assim que você possa voltar para casa pedalando normalmente. Se você quiser prevenir esse tipo de imprevisto, tenha sempre na bolsinha de selim dois ou tres pedaços já cortadinhos, com as pontas arredondadas para evitar novos furos na câmara, isso evitará ter que procurar uma garrafa pet na beira da estrada, embora seja muito comum encontrá-las, infelizmente existem muitas pessoas que jogam seu lixo na natureza. 


Pronto ! Pode encher o pneu e pedalar tranquilamente, o reparo irá aguentar até você chegar em casa mas não é muito duradouro por isso quando chegar, troque o pneu e a câmara para ter mais tranquilidade nas próximas pedaladas. Não se esqueça de cortar alguns pedaços e colocar na bolsa de equipamentos, eles podem salvar o seu fim de semana ! 

Fotos: Paulinho Cé
Montagem: China



segunda-feira, 29 de junho de 2015

Scott 2016 aro 27.5+



​Enquanto algumas marcas parecem investir com cautela no novo tamanho de aro, a Scott parece estar convencida do que faz lançando 11 novas bikes com aro plus dentre as mountain-bikes. Modelos bem estabelecidos incluindo Scale, Genius e Genius LT receberam o aro 27.5+, junto com o opcional das novas suspensões elétricas, chamadas E-Genius.

Os Detalhes

“Vá de Plus e descubra uma experiência de pilotagem totalmente nova”, anuncia a Scott Sports. Mas quais são os fatores que poderiam, ao menos potencialmente, influenciar as pessoas a querer essas bikes com pneus ainda mais largos?

Pneus



A Scott trabalhou lado a lado com a empresa de pneus alemã Schwalbe nesse projeto e testou vários tamanhos até escolher o pneu 2.8. “No começo nós tínhamos pneus tamanho 3. Foi com eles que começamos. Quando iniciamos os testes de pilotagem, decidimos que ainda não era o tamanho ideal por que ainda estava afetando a agilidade da bicicleta”, disse o gerente da gestão de produtos da Schwalbe, Marcus Hachmeyer.
Escolher o pneu 2.8 resultou em redução do peso do pneu e resistência à rolagem (comparando com o 3.0) e em uma bike mais ágil nas trilhas. Tanto que a Schwalbe afirma que a resistência à rolagem do pneu 2.8 é apenas 1% maior do que o 2.35.
Preocupado com o peso? Com a nova parede de proteção SnakeSkin, a Schwalbe afirma que o pneu Nobby Nic 2.8 pesa aproximadamente 800g, mantendo-o dentro da casa dos 29” mais leves. Então, como era de se esperar, eles não são os pneus mais leves da terra, e são um pouquinho teimosos para rolar, mas o tamanho extra tem seus benefícios.
Primeiramente, a área de contato com o solo foi aumentada para aumentar a tração. De acordo com a Schwalbe, o Nobby Nic 2.8 tem 21% mais contato com o solo do que o Nobby Nic 2.35. Também há um reforço na proteção contra os snake-bites. A Schwalbe afirma que os pneus mais largos diminuem a chance de snake-bite em 8% (importante notar que esses testes foram feitos usando a calibragem que a Schwalbe recomenda – 1bar nos pneus 2.8 e 1.7bar nos pneus 2.35).

Aros

Mesmo com o tamanho do aro ditando muitos fatores importantes na performance geral da bike, usar aros maiores não só aumenta o volume dos pneus (o que aumenta o conforto), mas aumenta a estabilidade do pneu e permite que você use pressões bem mais baixas. Isso, por sua vez, aumenta a tração.
Depois de um certo tempo testando uma variedade de combinações de pneus e aros, a Scott decidiu usar um aro de 40mm de largura interna.
“Com o aro 30mm você já tem o pneu se deslocando bem mais que no 40mm, ainda mais com baixa pressão” diz Rene Krattinger, gerente de produção da Scott. “Esse 40mm é apenas 60g mais pesado do que um 30mm de 29”. O peso muda pouco.” Tratando-se de peso, é importante notar que a Scott faz questão de salientar que o peso total do conjunto de aro e pneu é 250g maior que o equivalente conjunto para aro 29” com pneus 2.25 montados.
O diâmetro total da roda com o pneu 2.8 é quase o mesmo que uma roda 29” padrão usando um pneu 2.3, o que significa que as bikes tamanho plus são facilmente adaptáveis caso você queira trocar os conjuntos de rodas dependendo de onde você vai rodar.

Propulsão

Para as novas bikes Scott acomodarem o 27.5+ elas precisaram incorporar o SRAM´s Boost. Isso resultou em refazer a traseira da bike para aumentar a folga dos pneus e acomodar os mais largos cubos traseiros de 148mm, enquanto tentava-se manter a corrente mais pequena o possível – a Genius 700 Plus tem um chainstay de 445mm (extensão máxima horizontal da corrente), 5mm menor que a Genius 900.
O aumento de 6mm da beira do cubo empurra a corrente 3mm a mais para fora, que é sanado pelo uso de um anel de corrente de montagem direta com um deslocamento de 3mm, assegurando que o fator de qualidade permaneça o mesmo. Ao aumentar a distância entre as bordas do cubo, o ângulo do raio de escoramento é alargado e a rigidez aumenta.
Os novos triângulos traseiros do quadro suportam um pneu 3.0 caso você queira trocar mais tarde.
Na frente as bikes 27.5+ usam as últimas suspensões da Fox com espaço para cubos 110mm.



terça-feira, 16 de junho de 2015

6 dicas para pedalar quentinho no inverno !


Pedalar no frio não precisa ser algo assustador. Mesmo que o clima tenda a deixar as pessoas mais preguiçosas ou menos corajosas, é possível andar de bicicleta confortavelmente mesmo quando os termômetros estão lá embaixo. Para isso, existem alguns pontos que merecem atenção. O CicloVivo separou seis dicas de como pedalar quentinho no inverno:
1. Mantenha o tronco aquecido
Proteger o peito, pulmão e costas dos ventos frios é essencial, principalmente para evitar gripes e resfriados. Por isso, uma dica é sempre vestir uma “segunda pele”. Esta camada de roupa, colada ao corpo, mantém as outras peças de roupas secas e reduz a perda de calor. A melhor opção para usar por cima são as jaquetas que bloqueiam o vento. Caso você não tenha um modelo com essa tecnologia, é possível utilizar jornal ou plástico entre as roupas, para impedir a passagem do ar e manter o calor do corpo.
2. Proteja toda a cabeça
Aproximadamente 30% do calor do corpo é perdido através da região da cabeça, devido à grande quantidade de sangue que circula por ela. Portanto, uma sugestão é usar uma “bandana” por baixo do capacete. Outra bandana pode ser amarrada no rosto para proteger nariz e boca. O vento frio pode fazer os olhos lacrimejarem, o que prejudica muito a visão. Portanto, tenha sempre um bom óculo de ciclismo por perto.
3. Dica para os pés
Esta é outra área que nos faz perder muito calor. Portanto, exige atenção. Existem botas e meias ideais para ciclismo. Mas, isto não é algo extremamente necessário. É possível mantê-los protegidos e aquecidos com muito pouco. A mesma dica do plástico ou jornal usada para aquecer o peito pode ser aplicada aos pés. Use uma sacola de mercado entre a meia e o tênis. Isso impedirá a passagem do ar frio e manterá o calor do corpo.
4. Cuidado especial com os joelhos
Mesmo que as pernas se aqueçam rapidamente, logo no início da pedalada. É importante cuidar para que os joelhos estejam sempre aquecidos, isso os manterá devidamente lubrificados e em bom funcionamento. Aqui também é possível usar calças térmicas, que podem ser vestidas por baixo de qualquer outra roupa.
5. As mãos
Para manter as mãos aquecidas não existe segredo além das luvas. Mas, mais do que mantê-las quentinhas, as luvas de ciclismo também ajudam a melhorar a circulação do sangue nas mãos, protegem em casos de quedas e evitam as desagradáveis bolhas.
6. Cuidado para não esquentar demais
Mesmo com todas essas dicas, o mais importante é tentar fazer um pequeno aquecimento antes de começar a andar de bicicleta. Isso impedirá que você use roupa demais e fique superaquecido durante o trajeto, o que pode ser um incômodo ainda maior que o frio. A própria pedalada fará o corpo aquecer rapidamente, portanto, não exagere nas roupas.
Se você tem mais dicas e sugestões para pedalar no inverno, compartilhe conosco.
Por Thaís Teisen – Redação CicloVivo

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Os guerreiros da WB Bike Shop no Desafio Marcio May Pedra Branca.

Os atletas que representaram a WB Bike Shop no Desafio Marcio May Pedra Branca foram guerreiros e trouxeram os troféus para comemorar junto dos amigos. 
Parabéns !



                                            Evandro Martins - 1 lugar na esporte 26km. 



Almir da Luz - 4 lugar ma Master. 

Bicicleta, promoção da paz possível em oposição à violência no trânsito.

Qual veículo, além da bicicleta, consegue encerrar uma série de benefícios ao condutor, extrapolando o deslocamento, e ainda ser um meio para a promoção da paz?


Bicicleta, promoção da paz possível em oposição à violência no trânsito
Foto: Ilustração sobre imagem de Depositphotos
Quando, há muito tempo atrás, resolvi que a bicicleta teria um lugar de extremo valor em minha vida, tinha em mente uma sensação forte de que, mais do que me levar à situações de liberdade e ao conhecimento compartilhado, o que me mantinha cativo em torno da bike era a possibilidade de condução à paz.
Não há como negar a extrema brutalidade, no sentido negativo, com que o sistema trânsito se move, quando se move. Por todos os lugares do país e a todo instante, há vítimas, fatais ou ainda não. Ouvimos, minuto a minuto, clamores por paz vindos de famílias, crianças, empresários, donas de casa, mães de família, pais, empregados, homens públicos, ciclistas e não ciclistas, enfim. Unanimemente, quer-se paz.
Comecei a indagar sobre como o meio de transporte e estilo de vida escolhido poderiam ajudar-me a promover paz, em essência, no meu contexto e sem fantasias românticas. Então, resolvi me debruçar em buscar compreender melhor do que a paz está impregnada.

Paz não é a ausência de guerra, mas de violência

A guerra, enquanto conflito, pode não estar associada, imediata e determinantemente, a situações violentas. Ela pode ser concebida, por exemplo, em termos de oposição de forças por meio de estratégias de inteligência. Já enquanto ausência de violência, a paz se mostra um estado de harmonia entre os interesses próprios ou particulares e os interesses comuns de um grupo ou sociedade. 
Ao incluir a bicicleta nestes interesses se tem a possibilidade de estabelecer um ambiente propício à aceitação, à aquiescência, ao consentimento, ao conviver.
Estas últimas palavras, consentimento e conviver, estão impregnadas de significado porque, se desmembradas, sugerem a chance que se oportuniza, através da bicicleta, de sentir com os outros, de experimentar, com eles, de uma realidade e viver juntos. Então, faz sentido buscar compreender a bicicleta como um instrumento favorável à não violência. 

Paz não é ausência de conflito

A ideia que o senso comum nos empresta de que devamos evitar conflitos é, por vezes, uma contradição. Se o conflito devesse ser evitado, os limites entre mar e terra não existiriam; a lei da gravidade seria extinta assim como a de ação-reação-ação; o campo de atração-repulsão magnética seria um conto de fadas; não seria possível a geração do conhecimento, pois, o que é o mesmo senão a desconstrução de determinadas ideias para a aposição de novas, circunstancialmente melhores, mais aptas, sensatas ou coerentes?
O conflito está presente em tudo, é inerente à vida. Nossas células estão em conflito; nossa pele enquanto membrana limítrofe de nossos corpos também sustenta um conflito; nossas palavras e pensamentos, necessariamente, estão em conflito para gerar algo inteligível a cada novo momento que observamos a nós mesmos e ao que nos cerca.
Sem a confrontação gerada pelo conflito não haveria o novo. O antagonismo entre duas forças nem sempre leva à extinção de uma delas. É o que buscamos levar à consciência de milhões de indivíduos sobre tudo o que encerra a universalização do uso da bicicleta nas cidades!
O conflito nas ruas pode ter soluções pacíficas. Inúmeras cidades, optando pela bicicleta, pelo mundo estão responsabilizando-se por este feito ao tomar decisões contra o estado contumaz das coisas. 
Sabemos que para que isto seja possível existem meios diplomáticos, políticos e jurisdicionais, nada coercitivos, porém, para alcançar a paz com sucesso. Mas, sem qualquer dúvida sobre o tema, o mecanismo mais eficaz para a geração de resoluções pacíficas de conflitos é e sempre será a educação.

A paz não é ausência de ira, mas de raiva

Raiva, como o nome sugere, é uma doença. Não, não estou remetendo tão somente à doença viral de mamíferos que acomete o sistema nervoso central, causa encefalopatias e pode levar à morte. Em verdade, o sentimento de raiva é uma doença que leva à morte de uma relação social. 
A raiva, enquanto sentimento, é um descontrole emotivo desesperado com privação de raciocínio e que, invariavelmente, resulta em agressão com lesão emocional ou física. 
Como a paz se opõe à violência, manifestação dolosa de agressão, a paz sugere a ausência de raiva. A ira, por sua vez, é uma força propulsora que pode ter fins diferentes, positivos ou negativos. 
Por exemplo, positivamente, é o que nos faz buscar chegar ao mais alto nas subidas quando acessamos aquilo que nos motiva ou incentiva. É o que não nos permite desistir sem tentar tudo. A ira é uma explosão de paixão por algo ou alguma coisa, não por alguém. Gandhi já dizia que nossa ira controlada pode ser convertida em uma força capaz de mover o mundo.
A ira move. A raiva, imobiliza e aniquila. Basta olhar pela janela e ver como nossas ruas e avenidas estão plenas de raiva.

A paz não é sinônimo de apatia

Ainda existem pessoas que confundem ser pacífico com ser apático. A apatia é uma imobilidade diante das coisas ou de um estado. A palavra apatia tem sua origem etimológica na expressão grega apátheia, onde páthos quer remeter a “aquilo que afeta o corpo e a alma”. A apatia é a falta de emoção, inclusive diante da dor, medo, prazer e desejo. 
É a inação diante de tudo. A paz não é a falta de emoção ou passividade diante da vida, e ao contrário, trata de brindar a vida com a harmonização das experiências e de garantir que a emoção nos enleve, nos faça melhores e nos conduza além enquanto sociedade. Nas cidades e no trânsito, a dor, o medo, o prazer e o desejo desfilam 24 horas por dia por nossas vidas e se torna cada vez mais imperativo buscar manter a serenidade diante de qualquer um deles para que o resultado seja algo tão necessário quanto equilibrado e bom.

A paz não é sinônimo de indiferença

Da mesma forma que não é sinônimo de apatia, tampouco o é de indiferença. Como ser indiferente ante a imobilidade de cidadãos privados de seus direitos? Como ser indiferente face a impermeabilização do solo, o uso irresponsável dos recursos naturais e a inacessibilidade à dignidade humana? 
A paz não admite dar de ombros, da mesma forma que não aceita a omissão diante daquilo que compromete o bem estar de uma sociedade. A paz não aceita a indiferença diante das vidas ceifadas nas ruas, calçadas, avenidas, pontes, viadutos, enfim, porque não dizer, simplesmente, a paz não aceita o que é contra a vida. A bicicleta é um veículo pacífico porque torna o seu usuário em um observador sensitivo, o qual não consegue ser indiferente a tudo que compõe o cenário por onde passa.

Paz não é sinônimo de abstenção

Verdadeiramente, a paz não abandona ou renuncia seu posicionamento político em favor da harmonia. 
Não há neutralidade em favor da paz, porquanto que ao ser neutro sempre se reforça o lado mais forte de uma relação, muitas vezes, o do opressor. Eximir-se não é uma escolha pacífica, e se engana aquele que crê que evitando o conflito encontrará resolução plausível. Temos provado nesta revista que a imparcialidade não é uma escolha, porque fizemos a nossa pela bicicleta e por construir junto com quem pedala uma outra sociedade possível, mesmo que a tarefa em nada seja fácil. Os usuários e simpatizantes da bicicleta não se abstém de participar deste fenômeno civilizatório de proporções únicas e irreversíveis.

A paz não se baseia em domínio ou controle

É bastante oportuno dizer que a paz não admite a supremacia ou hegemonia de algo ou alguma coisa, porque ela justamente sugere a harmonia. Se existe domínio, é certo dizer que existem os papéis de dominador e dominado. 
A paz não aceita enaltecer a força de algo ou alguma coisa em detrimento das outras partes. Então, a supremacia do automóvel sobre os pedestres e os demais modais, além da produção e reprodução de um sistema viário que o atenda, exclusivamente, não são compatíveis com a proposta de paz que é bem-vinda, além de desejada. Por natureza, a bicicleta protege o pedestre, o cadeirante, o idoso, a criança e os animais.
Por natureza, enfim, a bicicleta liberta da situação de controle e opressão milhares de pessoas todos os dias.

A paz não aceita injustiça

Baseada no equilíbrio ou harmonia, de forma alguma a paz contempla a injustiça, porque ela mesma é um dano à igualdade. Pelas ruas das cidades a desigualdade é o melhor exemplo do formato injusto que todavia prevalece em um traçado que não oferece chances iguais aos diferentes atores ou usuários. As ruas, como as que temos hoje, são um culto ao privilégio individualista. E como proceder diante da injustiça?
Usando uma pequena alegoria, é como se nós, ciclistas, estivéssemos munidos de estilingues em uma disputa com os usuários de veículos automotores, armados, ironicamente, com raios laser. Não se pode admitir que seja uma concorrência razoável.
O Barão de Montesquieu tem uma máxima que ilustra bem o que pretendemos elucidar: “a injustiça que se faz a um é a ameaça que se faz a todos”, demonstrando que é apenas uma questão de tempo para que a totalidade seja atingida, como se pode observar diuturnamente em todos os cantos do país.

A paz não aceita a intolerância

A paz está revestida de solidariedade, levando em consideração a condição do outro. Por tal característica, a paz não admite a intolerância que, em outras palavras, pode ser entendida como a incapacidade de suportar algo, alguma coisa, alguém ou um efeito resultante da interação entre estes três elementos anteriores.
A tolerância é como uma régua, um grau de aceitação, para mais ou para menos, diante de coisas que não se quer ou não se pode impedir por força das circunstâncias. Mas, os acidentes e crimes de trânsito são coisas que se pode impedir, sim, por escolha ou por lei. 
Ocorre que, infelizmente, a cada dia, estamos sendo um tanto mais negligentes com o grau de tolerância assumido diante do individualismo, da corrupção, do descaso com a coisa pública, do risco iminente à vida, seja nas estradas, ruas e fora delas. Vemos pessoas de posse de seus veículos, ou melhor, vemos veículos possuindo pessoas que seguem, a todo momento, esbravejando, vociferando, sem nem sequer dotar-se de paciência para analisar o que se passa. Todos querem estar certos e leva circunstancial vantagem quem grita mais alto ou quem é mais violento, é o que vemos, para desagrado nosso.

A paz é a resolução não violenta do conflito

Enquanto ‘sistema organizado’, o trânsito é um conjunto de inter-relações, ainda que desproporcional. Embora exista o conflito interesses e disputas no espaço, ele depende da coexistência de sujeitos e forças, mesmo que concorrentes, para continuar existindo, porém, exige inteligência de todos os atores.
Ao usar um veículo inteligente, a bicicleta, para cumprir pequenas e médias distâncias (valendo-se também de estruturas cicloviárias e campanhas/programas de educação para o trânsito compartilhado) estamos incidindo positivamente sobre o conflito, não extinguindo os oponentes (no caso, os veículos automotores). Ao ampliar-se a participação do modal bicicleta no sistema trânsito, estamos garantindo uma série de resultados psicossociais, ambientais, socioculturais, socioeconômicos e antropológicos, porque não dizer. A resolução pacífica para o conflito no trânsito passa, necessariamente, pela mudança paradigmática do automóvel à bicicleta e ao pedestrianismo, pela reformulação do que se quer com a moderna formação de condutores, pela geração de políticas públicas de intermobilidade, de estruturas viárias e cicloviárias condizentes. Passa por uma ressignificação do meio ambiente urbano e por uma dura e urgente mudança de perspectiva por parte dos cidadãos.
A paz não é um resultado;
A paz não é um caminho;
A paz não é um fim onde se quer chegar. 
Antes, porém, a paz é um princípio.
Seja você também promotor da paz no trânsito.
E viva a Bicicleta, sempre!!!

Fonte: Revista Bicicleta por Therbio Felipe M. Cezar

sábado, 13 de junho de 2015

10 dicas para pedalar na chuva

10 dicas para pedalar na chuva






1 - Perca o medo da água

Quem vive na cidade aprende desde cedo a se esconder da água que cai do céu, seja debaixo de um guarda-chuva, dentro de uma casa ou dentro de um carro. Aliás, o carro é usado muitas vezes como um guarda-chuva caro e espaçoso: fechou o tempo e pronto, lá vamos nós dirigindo até a esquina de baixo…
O problema não é tomar chuva, mas ficar com roupa molhada no corpo depois

O primeiro passo para conseguir encarar a chuva é compreender que ela é parte da vida. É fundamental para a produção de alimentos, para a sobrevivência de animais e plantas, para regular a temperatura do ar e até para limpar um pouco a poluição de nossas cidades. Aceite-a como um presente da natureza, como parte essencial do que somos e de quanto caminhamos como espécie para chegar aqui. Chuva é vida.

Mas calma, você não precisa criar uma paixão repentina por banhos de chuva! Também não precisa passar o dia trabalhando com a roupa molhada, nem precisa pegar um resfriado. E é aí que entram as nossas dicas. Claro que se você perceber que será uma chuva rápida, vale a pena esperar 10 ou 15 minutos debaixo de alguma cobertura, mas nem sempre isso é possível ou previsível. Uma hora você vai ter que encarar uns pingos.

2 - Tenha uma boa capa

Ao pensar em usar a bicicleta na chuva, muita gente pensa logo nas roupas que os motociclistas usam. Entretanto, apesar de eficientes para impedir a entrada da água e do frio, são bastante inadequadas para o uso com bicicleta, pois bloqueiam a saída do calor do corpo e da transpiração. Pra piorar, limitam os movimentos.

A melhor solução é usar uma capa de chuva mesmo, de preferência do tipo poncho, que cobrirá todo seu tronco, cabeça e boa parte das pernas. Existem capas específicas para o uso com bicicleta, com tecido leve e aberturas estratégicas para permitir que o calor do corpo escape e a transpiração evapore.

A solução mais barata, e nem por isso menos eficiente, são aquelas capas de chuva transparentes e descartáveis que são vendidas até em bancas de jornal. Dobrando com cuidado depois de seca, você consegue usar mais de uma vez. Outra opção é você mesmo fazer a sua capa 

3 - Instale paralamas

Paralamas são importantíssimos. A chuva que cai do céu é limpa, mas a água que o pneu tira do chão e joga para cima é bastante suja, seja por terra e poeira ou por causa do óleo que cai do motor dos carros. Sem paralamas, essa água vai direto no seu rosto e nas suas costas.

Quanto mais “envolvente” for o paralama, melhor. Mas como as bicicletas nacionais raramente têm suporte adequado para a instalação, é preciso recorrer a modelos que prendam no canote e embaixo do garfo. Se você tem bagageiro, é altamente recomendável colocar um paralama por baixo dele, senão é a sua bagagem que vai conter a sujeira do asfalto…


Foto: Earl Wilkerson (cc)

4 -  Ensaque tudo dentro da bolsa ou mochila

Coloque tudo dentro de sacos plásticos, sempre. Depois que uma chuva forte te pegar de surpresa, você vai passar a guardar tudo dentro de sacos plásticos, mesmo que esteja fazendo o maior sol. Nada mais frustrante que chegar ao destino esperando vestir a roupa seca da mochila e ela estar toda molhada.

Não corra o risco de estragar seu celular, smartphone, tablet, etc. com a água da chuva: guarde os eletrônicos numa sacola plástica e coloque dentro da mochila ou alforge.

Se você tem um bagageiro, coloque a mochila toda dentro de uma sacola plástica grande antes de prendê-la.

5 - Mantenha os pés secos

Uma alternativa barata e bastante eficiente (ainda que tenha um visual nada elegante) é envolver os pés com sacolinhas plásticas, daquelas de supermercado. Mas atenção: é importante manter as meias dentro da proteção da sacola também, para que a água da chuva não infiltre por elas! É recomendável o uso de duas sacolas em cada pé, uma por cima da outra.

Há um acessório vendido em outros países com o nome de overshoes, uma cobertura impermeável para cobrir o calçado. Funciona muito bem, mas é quase impossível de se encontrar no Brasil. Há também a opção de usar um calçado que você não se importe em molhar, levando outro protegido na mochila, para trocar quando chegar ao destino.

Também é possível pedalar com um chinelo, papete ou sandália. Mas tome cuidado para que o pé não escorregue do pedal durante a pedalada, ou ao apoiá-lo no chão quando você parar a bicicleta.

Se ainda assim seu sapato ou tênis molhar no caminho, forre-o com papel toalha quando chegar ao destino e calce com o pé sobre essa camada. Troque o papel absorvente a cada meia hora no máximo e logo estará seco, sem você precisar ficar descalço.

6 - Use luvas

Luvas já são recomendáveis em situações normais, por protegerem as mãos em caso de queda e por evitar irritação na pele, que fica em atrito constante com a manopla. Em dias de chuva, tornam-se ainda mais úteis, para que suas mãos não escorreguem no guidão.

Quanto ao tipo de luva, depende se está frio ou calor: no frio, é melhor usar as de dedo fechado, para que a mão não enrijeça. O importante é que seja um modelo em que a mão não escorregue na manopla, por isso é bom comprar luvas próprias para ciclismo.

7 - Controle a transpiração

Debaixo da capa de chuva, a transpiração vai evaporar bem menos e tornar-se mais visível. Para não ficar mais molhado por dentro da capa do que por fora, pedale mais devagar, respire com calma e faça mais paradas. E não esqueça de tomar água, que se estiver gelada ajudará a resfriar seu “motor”.

8 - Leve uma roupa extra

Por mais que você se proteja, pode ser que sua roupa molhe um pouco. Principalmente a calça, que pode até sujar com a água da rua. Por isso é importante levar uma muda de roupa, mesmo que apenas para uma eventualidade.

Se você tem uma gaveta no escritório, deixe nela calça, camiseta ou camisa e um par de meias. Senão, leve tudo numa sacola, dentro da mochila.

Uma opção é usar uma roupa mais leve para pedalar, que possa molhar e até mesmo sujar, e levar a roupa limpa na mochila ou alforge, protegida dentro de um saco plástico. Se você colocar as roupas dentro de uma pasta de plástico, daquelas mais altas, não irão amassar.

9 - Troque-se ao chegar

Quando chegar ao destino, é importante trocar logo todas as peças de roupa que ficaram molhadas (ou improvisar um jeito de secá-las, usando por exemplo o papel toalha do banheiro).

Vale lembrar que não é tomar chuva que pode te deixar doente: é ficar com o corpo gelado por causa da roupa molhada, depois que passar o calor da pedalada. Principalmente se você estiver em um ambiente com ar condicionado.


Cuidado para não pisar nas poças ao parar a bicicleta. Além de se molhar, você pode torcer o pé em algum buraco escondido pela água.
Foto: Featherlite (cc)

10 - Fique atento nas ruas

Tome cuidado para não escorregar, principalmente logo que começa a chover. O óleo que cai dos carros se mistura com a água e o chão fica escorregadio. Atenção extra nas descidas, não deixe a bicicleta pegar muita velocidade para não precisar frear bruscamente.

As faixas de pedestres e outras sinalizações de solo também ficam escorregadias na chuva. Evite frear em cima delas. Grelhas e tampas de bueiro também podem escorregar. E aquelas chapas lisas de metal, usadas para cobrir reformas e buracos no asfalto, viram um sabão quando chove, muito cuidado!

Se não tiver como desviar de algum desses pontos de risco, mantenha a bicicleta “imóvel” enquanto estiver passando por cima, seguindo em linha reta sem virar o guidão nem mudar o centro de gravidade. E em hipótese nenhuma freie, deixe para depois que os pneus voltarem ao asfalto.

Evite passar por locais onde há acumulo de água que não lhe permita ver o que há no asfalto. Pode haver um buraco ou uma tampa de bueiro aberta!

Não se arrisque a pedalar em áreas alagadas, você pode se machucar e contrair doenças.

Durante chuvas fortes, a visibilidade dos motoristas cai muito e você vai enxergar muito melhor que eles. Parta sempre do princípio de que o motorista não o viu e pode entrar na sua frente sem aviso. Acenda as luzes da bicicleta, mesmo de dia, e evite avenidas movimentadas.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Desafio Extreme de Mountain Bike - Reconhecimento do trajeto Pro !



Quase 60 ciclistas de várias partes do estado, coloriram as ruas e trilhas de Rio do Oeste, neste primeiro reconhecimento do Desafio Extreme de Mountain Bike. Queremos agradecer presença de todos os atletas e o apoio, fundamental, de todos os patrocinadores que apostaram no evento.




                                           

Baixe o trajeto da categoria Sport Aqui e o trajeto da categoria Pro Aqui

Observem a paisagem, os locais sensacionais onde a prova vai passar, constate a beleza da natureza que abriga belos panoramas.

Neste dia não houveram rostos mas sim corações envolvidos no mesmo objetivo: reconhecer o local e nunca mais esquecê-lo.




























3 dicas para pedalar com a(o) namorada(o)

Unidos pela bicicleta
Manobra aperfeiçoada após anos de namoro… e bike
Dia 12 de junho é dia dos namorados no Brasil. E aproveitando essa data especial, lanço a pergunta:você já andou de bicicleta com sua/seu namorada(o)?
É muito comum ouvir histórias de namoradas(os) que ficam “pegando no pé” quando o(a) companheiro(a) quer sair pra pedalar. Mas vocês já pensaram em pedalar juntos? Dividir com o parceiro o o gosto pela bicicleta pode render ótimos momentos. Se você se animou com a ideia e não sabe por onde começar, separamos 3 dicas pra você pedalar com sua/seu namorada(o).
1 – Compre uma bicicleta e acessórios para ela/ele
Pode ser um presente surpresa ou indo junto na loja. Experimente os modelos,  aproveite para para conversar, dar dicas. Faça com que seu companheiro(a) se sinta parte do seu hobby. Explique os equipamentos básicos para começar a pedalar. Como acessórios, aconselho capacete e luvas, importantes no caso de um eventual e indesejado tombo. Se ainda tiver uma graninha, pode investir também em camisas, bermuda de gel. Se for pedalar à noite, não se esqueça dos equipamentos de iluminação (pisca traseiro e farol).
2 – Entenda o ritmo da(o) namorada(o)
Pedalar com o(a) namorado(a) é diferente de treinar. Se você está acostumado(a) a pedalar mais forte, vai sentir a diferença de ritmos entre você e quem está começando. A curtição está em pedalar com a pessoa que gosta, mesmo que o ritmo seja diferente do seu ritmo habitual de pedaladas. O importante é ter paciência e incentivar o parceiro. Lembre-se que ele está começando, e que o ritmo e o condicionamento para a pedalada vai melhorando com a prática. Se você não abre mão de seus treinos mais pesados, faça-os primeiro e depois chame sua alma gêmea para um pedal.
3 – Escolha percursos interessantes
Tudo bem, você é empolgado(a) e pode ficar 2 horas dando voltas em um velódromo ou em uma pista plana e reta de 5km. Mas se você quer desenvolver o gosto do(a) parceiro(a) pelas pedaladas, não custa nada investir em passeios e roteiros interessantes. Prefira no início percursos onde não há circulação de carros, como a ciclovia, trilhas ou estradas de terra leves. Se não tiver um local desses perto de casa e tiver um carro, uma boa ideia pode ser instalar um bagageiro e levar as bicicletas para um local bem legal para as pedaladas.
Pronto! Com essas dicas iniciais você está pronto(a) pra curtir a primeiras pedaladas com sua/seu namorada(o). Você tem outras? Comente nesse post e ajude o pedal a dois ficar cada vez melhor!
Fonte: http://ateondedeuprairdebicicleta.com.br

terça-feira, 9 de junho de 2015

10 dicas de manutenção para iniciantes no mountain bike.

Atualmente, as bicicletas de entrada estão cada vez melhores em termos de qualidade de componentes, o que as habilitam para a utilização em trilhas recreacionais.
É muito fácil simplesmente comprar uma bicicleta em uma loja especializada e ir direto para o meio de uma trilha. O que não é tão simples é ter que gerenciar problemas causados pelo ajuste incorreto ou por uma manutenção negligenciada.
Se você é um novato no mundo do mountain bike, as dicas abaixo poderão ajudar não apenas a tornar suas pedaladas mais prazerosas, mas também reduzir a possibilidade de problemas mecânicos em sua nova bike.

Regule as marchas

RegulagemPela sua construção, grupos de transmissão mais básicos não respondem tão rápido quanto os utilizados em bicicletas topo de linha. Seja como for, o normal é que eles funcionem corretamente.
Em uma transmissão corretamente regulada, a mudança das marchas deve ocorrer de forma suave. A maior parte dos problemas referentes a transmissão tem como causa a tensão inadequada dos cabos ou fricção dos mesmos dentro do conduíte, causada por ferrugem ou sujeira em seu interior.
Outro motivo frequente é o empeno da gancheira do câmbio traseiro (aquela peça que conecta o câmbio ao quadro). Este componente, que funciona como uma espécie de fusível, que se quebra ou entorta para proteger o câmbio e o quadro, empena muito facilmente. Portanto, a regra é clara: Nunca deite a bike no chão ou encoste-a na parece do lado do câmbio.
Ao contrário do que possa parecer, é perfeitamente normal que uma bicicleta nova, seja ela um modelo básico ou uma topo de linha, fique com as marchas desreguladas e as rodas levemente fora de centro. Isto deve-se ao fato de que os cabos de marcha e os raios das rodas estão sendo tencionados durante as primeiras pedaladas, algo que não ocorre no ambiente da oficina que montou e regulou sua bike pela primeira vez.
É justamente por isto que as bicicletarias, via de regra, oferecem a primeira revisão grátis, que nada mais é do que uma nova regulagem, agora realizada com os cabos devidamente esticados e os raios assentados.

O selim que vem com a bike nem sempre é o melhor

Embora a qualidade dos selins modernos tenha melhorado, trata-se de um item de utilização extremamente pessoal. Um selim que é considerável confortável para uma pessoa pode ser sofrível para outra.
O ideal a ser feito durante a compra de sua bicicleta é fazer um test-drive e, caso necessário, negociar com a loja a troca do selim original por um outro que lhe convenha.
Este tipo de problema é mais evidente com as mulheres, já que as mesmas necessitam de selins mais largos na parte posterior que nos modelos masculinos.

Troque seus pedais o quanto antes

PedaisOs pedais de uma bicicleta são uma questão de escolha pessoal do ciclista. Alguns preferem pedais de plataforma, outros não abrem mão dos pedais de encaixa (clipless).
Seja qual for a sua preferência, saiba que a grande maioria das bicicletas de entrada vem equipadas com pedais de plástico e eixo de má qualidade.
Uma das piores coisas que podem acontecer a um novato é justamente quebrar um pedal no meio da trilha. E os pedais de plástico, podem apostar, adoram dar este tipo de problema!
É possível adquirir um par de pedais de plataforma de boa qualidade, com corpo em alumínio e eixo em aço, por preços a partir de 40 reais. Caso resolva ir direto para os pedais de encaixe, lembre-se que o orçamento deverá incluir um par de sapatilhas.

Compre um conjunto de manoplas de qualidade

Suas mãos são um dos principais contatos com a bicicleta, logo você precisa de manoplas que mantenham suas mãos confortáveis e no controle durante a pedalada.
A maior parte das bicicletas mountain bike de entrada vem equipadas com manoplas que, se por um lado possuem boa durabilidade, por outro lado raramente são confortáveis.
Um bom par de manoplas ajuda a reduzir a trepidação transmitida pelo guidão e, por consequência, diminui a fadiga nas mãos e pulsos. Dê preferência para modelos do tipo lock on, que são fixadas por abraçadeiras nas extremidades, que não escorregam no guidão, mesmo quando molhadas.
Quanto à composição da manopla, as confeccionadas em espuma são mais leves, aderentes e confortáveis, embora durem bem menos que as de borracha.

Atenção aos pneus

Elo de contato entre a bicicleta e o solo, o pneu precisa de atenção redobrada. Muita pressão de ar em seu interior causará perda de tração e sua falta fará com que você acumule uma verdadeira coleção de pneus e câmaras de ar furados. Para maiores informações sobre como ajustar corretamente a pressão dos pneus de sua bicicleta, clique aqui.

Instale um protetor de quadro no chainstay

ChainstayUma das áreas do quadro da bicicleta mais suscetíveis a arranhões é a localizada na parte inferior direita do triângulo traseiro, conhecida porchainstay. Isto ocorre devido ao choque da corrente, devido ao movimento dagaiola (cage) do câmbio traseiro. Este problema é mais pronunciado em câmbios traseiros recreacionais da Shimano, onde a mola de tensão é mais macia.
Para evitar danos ao quadro e reduzir o barulho, é recomendada a utilização de protetores de quadro. Este acessório é vendido na forma de um tubo de neoprene ou outro material plástico, que é fixado no chainstay através de uma fita de velcro.
Embora os protetores de quadro sejam um acessório relativamente barato, é possível construir um excelente substituto, enrolando a chainstay com uma tira de borracha construída a partir de uma câmara de ar velha, fixada ao quadro através de dois zip-ties:

Ajuste a altura do guidão corretamente

Muitos ciclistas novatos consideram a regulagem da altura do selim o principal (e por que não dizer ‘único’) ajuste necessário a se fazer na bicicleta antes de sair pedalando.
Ao ignorar o correto ajuste da altura do guidão, o peso do ciclista é distribuído de forma errada sobre a bike, alterando negativamente o controle da bicicleta nas subidas e descidas. Para maiores informações sobre este tópico, leia nosso artigo sobre como determinar a altura correta do guidão.

Cuide da corrente

Correntes mais baratas não possuem a resistência a corrosão proporcionada pelos modelos mais caros. É muito importante manter a corrente de sua bike limpa e bem lubrificada, afim de prevenir sua oxidação e o desgaste do cassete e das coroas. Quanto mais você pedalar em condições de barro, lama e chuva, mais crucial a manutenção se torna.

Limpe os retentores do amortecedor após cada pedalada

RetentoresA maioria dos amortecedores utilizam algum tipo de lubrificação interna (óleo ou graxa), o que garante a suavidade de seu acionamento. Infelizmente, a poeira e outros detritos são fortemente atraídos pelo excesso de lubrificante que escapa do interior do amortecedor. Esta sujeira acumula-se, principalmente, nos selos e retentores da suspensão, podendo chegar a arranhas as canelas da mesma.
Para evitar este tipo de problema, que pode inclusive danificar permanentemente seu amortecedor, recomenda-se que após cada pedalada a região seja limpa com um pedaço de papel higiênico ou pano macio.
Para uma ótima performance, após a limpeza, pingue algumas gotas de óleo lubrificante ao redor dos retentores. Em seguida, acione a suspensão por duas ou três vezes, fazendo com que o óleo se espalhe nas canelas. Em seguida, retire o excesso de óleo.

Leve a bicicleta para revisões com frequência

CorrenteComo todo equipamento de precisão, as bicicletas precisam sofre manutenção periódica especializada. Por incrível que pareça, a maior parte dos problemas mecânicos ocorridos em trilhas não são causados por bicicletas recreacionais utilizadas no limite, mas sim por bicicletas (não interessa aí a faixa de preço!) em mal estado de conservação.
É bom lembrar que a maioria dos componentes utilizados em bicicletas, incluindo o quadro, costumam ‘avisar’ com antecedência que estão com problemas.
Um bom profissional de uma oficina especializada será capaz de avaliar corretamente o nível de desgaste das peças e componentes e providenciar seu reparo ou substituição.
Lembre-se, só porque sua não é topo de linha não quer dizer que ela não seja divertida! Uma bicicleta bem conservada e regulada sempre proporcionará momentos incríveis ao seu usuário.

Fonte: http://mtbbrasilia.com.br/